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MÚSICA13/07/2012 11:32:05Danielle Cavallon e sua Delicada EuforiaCantora paulistana lança seu primeiro álbum.Por Daniel Ratto Euforicamente esfuziante, delicadamente delirante! Perdido em sonoridades conflitantes e perigosas estive. Estou. Confesso. As surpresas também podem ser alegres. As descobertas então, fantásticas! E é o que move o mundo, o meu pelo menos... Acontece que Danielle Cavallon é uma dessas coisas. Essa cantora balzaquiana, de voz potente, timbre raro também é compositora das boas!
Reprodução
Para lançar seu primeiro CD, Danielle contou com um time de talentosos profissionais como Diogo Poças (irmão da cantora Céu) que produziu o disco. Fernando Nunes, baixista que acompanhou Cassia Eller e que gravou com Caetano Veloso, Alejandro Sanz, Rita Lee, Tim Maia e hoje faz parte da banda de Zeca Baleiro e também assina a produção do disco de Danielle. Adriano Magoo nos teclados, Fernando Baggio, que faz parte do trio jazzístico “RDT” e também leciona no conservatório Souza Lima, comanda a bateria. Norberto Vinhas, guitarrista que já acompanhou Hermeto Pascoal, Luiz Melodia e Jardes Macalé.
Victor Hideo/divulgação
Com uma mistura de jazz, MPB, blues, samba, essa cantora empresta a personalidade forte de sua voz para nos mostrar todo o lirismo de suas letras. E refletindo sobre todas essas misturas contemporâneas, esse é o grande lance dessa geração: utilizar a fusão dos estilos, aproveitar as possibilidades e criar a sua própria identidade. Não se rotula mais ninguém na tal da “Nova Música Popular Brasileira”. E é assim que tem que ser!
Ariel Martini/divulgação
E o disco mostrou uma fluência entre os músicos. Os cenários sonoros estavam em harmonia. A música que dá nome ao disco “Delicada Euforia” nos insere nesse mundo infinito de portas. Com guitarras que lembram a ousadia lisérgica de Lanny Gordin nos anos 1970. As ambientações eletrônicas preenchem os pensamentos psicodélicos e abrem caminho para perceber que a liberdade e a percepção de tais portas estão com “(Para) Kerouac”. Em “dê um rolê” Danielle nos mostra uma interpretação que lembra um de seus inspiradores, Ney Matogrosso.
Victor Hideo/divulgação
Danielle Cavallon pode ter demorado para decidir o caminho a seguir, pode ter teimado com o destino algumas vezes, entretanto, o tempo e as experiências que acontecem ao longo da vida só melhoram o talento que já estava ali, latente. E isso na música é essencial. Este é o caso aqui! Porque escrever assim é fácil! Vou ali escutar mais um pouquinho de Danielle!
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