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CINEMA

30/03/2016

J.J. Abrams, McG, Tim Burton e Bryan Singer já estiveram por trás de projetos de filmes do Superman que nunca decolaram

Por Rodrigo Ramos

Se Batman teve vários filmes rejeitados ou que por pouco não aconteceram, com o Homem de Aço a história não é muito diferente. Depois da quadrilogia estrelada por Christophe Reeve, a Warner Bros passou anos tentando encontrar um novo tom para o personagem mais poderoso dos quadrinhos. Fracasso nas bilheterias, roteiros reescritos, projetos abandonados prestes a iniciar as filmagens, mudança de diretor. Tudo aconteceu da década de 90 até o lançamento de O Homem de Aço (2013), filme que antecede o tão aguardado Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Conheça, a seguir, seis filmes com o Superman que nunca decolaram.

 

SUPERMAN REBORN (1993)

Toda crise é uma oportunidade para recomeçar ou se reinventar. Depois de Superman IV ter ido mal nas bilheterias e nas críticas em 1987, a Warner resolveu reinventar a franquia em 1993, inspirado também pelo o que Tim Burton fez com Batman, partindo do plot da HQ A Morte do Superman.

Jonathan Lemkin foi contratado para fazer o roteiro. Superman Reborn seria focado na relação entre Clark Kent e Lois Lane, tendo como vilão Apocalypse. O grande twist estaria logo no começo do filme, com a morte do protagonista. Mas antes de morrer, Kal-El engravidaria a amada, que daria a luz ao filho deles. O menino, no entanto, teria um crescimento acelerado, chegando aos 21 anos nas primeiras três semanas de vida, servindo basicamente como o Superman ressuscitado.

O estúdio, que depois de Batman: O Retorno queria fazer filmes de super-heróis mais familiares, recusou a ideia, além de apontar que haviam familiaridades com a trama de Batman Eternamente (aonde???).

O roteiro foi reescrito por Gregory Poirier. No entanto, ao invés de pegar mais leve, o roteirista trouxe uma visão ainda mais pessimista do herói, com um Superman questionando sua existência e centrado na noção de que ele não pertence ao planeta. O vilão principal se torna Brainiac, que cria Apocalypse, sendo este o assassino do Homem de Aço. No entanto, nada de filho. Um grupo do governo, que forma o Projeto Cadmus, consegue o corpo do protagonista e o traz de volta a vida, mas sem seus poderes. Para enfrentar os vilões, é criada uma roupa para ele, que parecia mais uma roupa do Batman do que do Superman em si.

Apesar da empolgação com o roteiro de Poirier, a Warner Bros mudou o foco e optou por uma nova direção, em 1996, após um encontro com Kevin Smith, que transformaria Superman Reborn em Superman Lives, o mais famoso filme nunca feito da história do último sobrevivente de Krypton.

 

 

SUPERMAN LIVES (1998)

Em 1996, a Warner teve uma reunião com o diretor/roteirista Kevin Smith sobre o que ele achava de Superman Reborn. Smith, vindo dos sucessos O Balconista e Procura-se Amy, não escondeu como desgostava do roteiro, então o estúdio deu o projeto nas mãos de Smith para que ele escrevesse o filme que, como fã, gostaria de assistir.

O produtor Jon Peters impôs alguns detalhes que precisavam estar na trama: Superman teria que usar uma roupa toda preta, ele não poderia voar e o herói teria que enfrentar uma aranha gigante no final do filme — ou seja, o estúdio queria manter Brainiac como o vilão principal. A trama para matar o Superman era bloquear os raios de sol para enfraquecer o personagem e então feri-lo. O roteiro tinha também Lex Luthor como vilão, além de aparições de Batman e Exterminador.

Depois disso, o estúdio precisava de um diretor. Robert Rodriguez foi cogitado, mas recusou o convite. Tim Burton gostou da ideia e subiu a bordo em mais uma adaptação de quadrinhos para o cinema. Nicolas Cage foi escalado para ser Clark Kent. Ator e diretor assinaram contratos que lhe dariam o benefício de pagamento caso o filme fosse ou não feito — talvez até prevendo o futuro.

Kevin Spacey estava praticamente certo como Lex Luthor, Chris Rock foi considerado para o papel de Jimmy Olsen, Jack Nicholson foi mencionado como possibilidade para viver Brainiac, enquanto Sandra Bullock e Courteney Cox disputavam a vaga para ser Lois Lane.

Após assinar o contrato, Burton mostrou sua insatisfação com o roteiro de Smith e quis fazer a coisa do seu jeito. Ele chamou o roteirista Wesley Strick, com quem trabalhou em Batman: O Retorno. Em suma, a única coisa que sobrou do roteiro original de Smith era a morte do Superman.

Assim como um dos roteiros de Superman Reborn, a versão de Burton teria um Kal-El se sentindo um estranho na Terra, focando-se no fato de ele ser de fato um alienígena, além do aspecto da relutância em ser o “messias” da humanidade. Na concepção de Burton, Clark não saberia que vinha de outro planeta, sem ter tido nenhuma orientação de Jor-El antes de ser enviado à Terra.

Depois de artes conceituais criadas, figurinos e sets prontos, filmagens marcadas e data de lançamento prevista para 1998, o orçamento do filme já estava em US$ 190 milhões. Tendo em vista cortes no orçamento do próprio estúdio após vários fracassos de bilheteria, a Warner resolveu suspender a produção. O longa chegou a ter outro roteiro feito por Dan Gilroy (O Abutre), porém a Warner resolveu não se arriscar naquele momento e todos se desligaram do projeto.

 

 

SUPERMAN: FLYBY (2004)

Após a novela de Superman Lives, a Warner continuava em busca de uma nova película do super-herói. Novos roteiristas foram chamados para fazer um novo esboço, já que a trama imaginada por Tim Burton havia sido descartada. Em 2002, McG foi contratado pelo estúdio para ser o diretor após o seu sucesso no reboot de As Panteras sob sua tutela. Em fevereiro daquele ano, J.J. Abrams foi chamado para escrever o roteiro.

Na trama idealizada por Abrams, Superman: Flyby iniciaria com a destruição de várias cidades do planeta, revelando uma épica batalha onde Superman é derrotado por Ty-Zor, um companheiro de Krypton — na versão de Abrams, o planeta de origem de Kal-El ainda existe e ele não é o único sobrevivente. Depois disso, a trama volta 29 anos no passado para contar a origem de Clark Kent, incluindo o encontro com Lois Lane.

Lex Luthor seria um agente da CIA que investigaria objetos voadores não identificados. Logo Lex se tornaria o presidente dos EUA e Superman seria morto por Ty-Zor. No entanto, para espanto de zero pessoas, o protagonista seria ressuscitado para salvar o dia e a Terra.

No roteiro ainda havia uma grande virada: Lex Luthor é revelado como um kryptoniano e não um terráqueo, tendo até poderes especiais. Após derrotar o arqui-inimigo, Superman partiria para o planeta de origem para ver o que anda acontecendo por lá, ponto em que se encerraria o filme, sendo apenas o primeiro de uma trilogia.

Devido ao sucesso de Homem-Aranha nos cinemas, a Warner queria colocar o projeto em prática o mais rápido possível, ou até mesmo Batman vs Superman, o que acontecesse primeiro. O filme solo de Kal-El acabou ganhando o sinal verde, porém perdeu o diretor McG.

Em setembro de 2002, o estúdio contratou Brett Ratner (Hora do Rush 2, Dragão Vermelho). Em março de 2003, no entanto, ele também saiu do projeto devido às dificuldades que encontrou para escalar o elenco, em especial o protagonista, além de brigas internas com o produtor Jon Peters e a árdua missão de manter o filme com um orçamento mais próximo da realidade diante da estória de Abrams, que requeria um repasse financeiro maior do que oferecido.

O papel de protagonista foi oferecido a Ashton Kutcher, Brendan Fraser, Josh Hartnett e Paul Walker, porém todos recusaram. Foram cogitados Anthony Hopkins para o papel de Jor-El, Ralph Fiennes para interpretar Lex Luthor, e Christopher Walken como Perry White.

Depois dessa confusão, McG retornou ao posto de diretor, escalando Robert Downey Jr. (sim, ele mesmo, o futuro Homem de Ferro) para interpretar Lex Luthor. Josh Schwartz (The O.C., Gossip Girl) foi chamado para dar mais alguns retoques no script de Abrams. No fim, McG abandonou o barco mais uma vez por conta do seu medo de voar — apesar de ele não ter admitido na época. O filme seria filmado na Austrália, o que não ia de acordo com a vontade (medo mesmo) dele, que insistiu que o longa fosse filmado no Canadá.

A Warner, eventualmente, encontrou seu diretor: Bryan Singer (X-Men, X2), que tinha o sonho de dirigir um filme do super-herói, a ponto de deixar a direção de X-Men: O Confronto Final, que ironicamente acabou ficando com Brett Ratner. O que aconteceu no final das contas? Singer tinha sua própria visão para o reboot (que não era bem um reboot, como descobrimos posteriormente) do Superman e descartou praticamente todo o roteiro de Abrams, criando então Superman: O Retorno.

Fato interessante: tanto Brandon Routh (Clark Kent em O Retorno) quanto Henry Cavill (Kal-El em O Homem de Aço e o novo Batman vs Superman: A Origem da Justiça) fizeram teste para o filme, em 2004, antes do projeto trocar de nome. Dois anos depois, Flyby se tornou O Retorno e Routh foi o Superman da vez, sendo substituído no futuro reboot da franquia por seu concorrente de 12 anos atrás.

 

 

BATMAN VS SUPERMAN: ASYLUM (2004)

Um Batman vs Superman bem diferente daquele que estreia no dia 24 de março chegou bem próximo de ser lançado há mais de uma década. Baseado numa ideia de Andrew Kevin Walker (Se7en) e com roteiro escrito por Akira Goldsman (o mesmo de Batman & Robin) em 2002, o filme teve como responsável pela direção Wolfgang Petersen (Força Aérea Um, Mar em Fúria), que assumiu o lugar que era reservado inicialmente para Darren Aronofsky após a Warner ter desistido de levar em frente seu projeto de Batman: Ano Um.

A trama giraria em torno da relação entre Bruce Wayne e Clark Kent. A noiva de Wayne é assassinada por Coringa, o que desperta no protagonista uma força violenta que acaba refletindo nas ações de Batman, fazendo com que Superman ajude a pará-lo. Em determinado momento, a treta entre os dois é cessada para focar no duelo contra Coringa e Lex Luthor.

O filme chegou muito próximo de acontecer, sendo oferecidos os papeis de Batman e Superman para Christian Bale e Josh Hartnett. Bale mostrava mais interesse em Ano Um, de Aronofsky, no entanto. De qualquer forma, a fotografia principal do filme estava marcada para acontecer em 2003, projetando o lançamento em 2004. Contudo, Petersen deixou o projeto porque as filmagens de seu outro longa, Troia, já estavam agendadas. Ainda que Batman vs Superman tenha sido cancelado, a Warner tocou a bola pra frente. Como Superman: Flyby estava em desenvolvimento (mesmo que tenha naufragado também), o estúdio resolver dar um reboot para Batman também, entregando o morcegão para o diretor britânico Christopher Nolan. O final da história vocês já sabem.

Apesar de o filme nunca ter saído, o roteiro está disponível na íntegra neste link.

 

 

SUPERMAN: THE MAN OF STEEL (2009)

Quatro meses antes de estrear, Superman: O Retorno ganhou o sinal verde para uma continuação, com previsão de lançamento para 2009, três anos após o reboot da franquia. Estariam de volta o diretor Bryan Singer, os roteiristas Michael Dougherty e Dan Harris, além do elenco formado por Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Sam Huntington, Frank Langella e Tristan Lake Leabu.

Porém, o sonho durou pouco. Com o baixo rendimento nos EUA e em todo o mundo — o longa arrecadou apenas US$ 391 milhões nas bilheterias mundiais –, o filme acabou não trazendo nenhum lucro, ganhando apenas o suficiente para cobrir as despesas com a produção do longa e o marketing de lançamento.

Singer tentou retornar à direção de um novo Superman, porém a Warner Bros silenciosamente o colocou para escanteio e procurou outras pessoas para trabalharem num novo reboot — David S. Goyer e Christopher Nolan, da trilogia Batman, acabaram sendo os escolhidos para gerenciar O Homem de Aço, lançado em 2013.

Na trama da sequência que nunca saiu, Singer pretendia trazer mais ação para a franquia, algo que ficou devendo em O Retorno. Brainiac seria o vilão principal, tendo sua origem em Krypton. O ladrão que atira no olho do herói em O Retorno seria revelado como John Corben/Metallo. Bizarro também era cogitado para ser um dos vilões, enquanto o plot também exploraria a “Nova Krypton” que é criada ao final de O Retorno.

 

 

JUSTICE LEAGUE: MORTAL (2009)

Estamos mais perto de vermos a Liga da Justiça nos cinemas, mas por pouco não a vimos antes, mas num contexto bem diferente do atual. A Warner, visando bater de frente com o Universo Cinematográfico da Marvel, também queria seu próprio universo e, para isso, deu o sinal verde para Justice League: Mortal, que teria a direção de George Miller (Mad Max).

O plot focaria nos acontecimentos após a criação de Brother Eye, um programa que monitora todos os super-heróis do planeta e oferece uma opção de exterminá-los. A cria é de Batman, num momento em que ele não confia nos heróis e os enxerga como ameaças. Os demais membros da Liga da Justiça então teriam como objetivo provar ao Homem Morcego que ele está errado e que todos podem ser bons.

O longa chegou a ter até elenco escalado. Armie Hammer (Batman), D.J. Cotrona (Superman), Common (Lanterna Verde), Adam Brody (Flash), Anton Yelchin (Flash/Wally West), Megan Gale (Mulher-Maravilha), Santiago Cabrera (Aquaman), Hugh Keays-Byrne (Caçador de Marte) e Teresa Palmer (Talia Al Ghul). A falta de nomes conhecidos era proposital, pois Miller queria que os personagens crescessem ao longo dos anos dentro dos papeis.

Não necessariamente pela falta de rostos conhecidos, mas o projeto acabou ficando em espera devido à greve dos roteiristas de Hollywood entre 2007 e 2008. Naquela ocasião, o roteiro do filme ainda precisava de ajustes, o que era impraticável na época devido à paralisação. Em 2010, Justice League: Mortal foi oficialmente cancelado. No ano passado, algumas artes conceituais foram reveladas, incluindo storyboards dos quais você pode ver logo abaixo.

 

 

 

 

 


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