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PENSATAOs amores de verãoAs dores e delícias dos amores que nascem e morrem na estação mais quente do anoPor Paulo Henrique de Moura O verão chegou já faz um tempo. Época de se entregar ao sol, ao mar, tirar aquelas merecidas férias e quem sabe viver aquele tão esperado amor. O clima de festa está no ar, as pessoas trocam olhares. Tudo bem que muitas vezes reparam apenas nos corpos, afinal ninguém se conhece, e o primeiro contato é o visual não é mesmo? Seria ótimo se as pessoas pudessem sentir o coração em vez do tesão primeiro. Nesta época muita gente está aberta a conhecer pessoas novas. Uns só para transar, outros realmente em busca de um verdadeiro amor. É no verão que me torno observador do comportamento do outro e do meu próprio. É do ser humano sentir a necessidade de querer alguém e tentar espantar a solidão. É nessa estação que os instintos afloram, os corpos ficam a vista e o clima de conquista toma conta de muitos dando origem aos amores de verão. Alguns duram o verão todo, outros até mais do que isso.
Michelle Poeung
Homens e mulheres de diversos lugares se encontram pelas praias do Brasil, até que chega a hora da despedida e a dúvida: será que o amor de verão vai durar até a próxima estação e resistirá a distância?Por exemplo: uma festa dura aproximadamente oito horas. Fico imaginando se nesse curto espaço de tempo consegue-se realmente conhecer uma pessoa a ponto de se apaixonar ou se apenas vemos o lado hedonista de uma noitada. Será que a distância vai nos permitir conhecer todas as facetas do nosso objeto de desejo? Sempre traço um comparativo entre os relacionamentos de verão e as marcas deixadas pelo sol na pele. Podem ser simples manchas, um belo bronzeado ou até queimaduras. Assim como a pele sofre com a intensidade do sol e fica marcada após muita exposição, os relacionamentos desta estação também deixam marcas. Pena que nem sempre boas.
Osvaldo Pieroni
Ao assumir o desafio de continuar um relacionamento dessa natureza é preciso assumir compromissos como fidelidade ao outro e uma imensa conta telefônica, pois a saudade vai bater. A outra opção, é terminar tudo agora, foi bom enquanto durou, nos vemos pelas praias da vida e se tiver de sofrer e ficar trancado no quarto ouvindo Maysa que seja agora. Tudo bem que vivemos a era do efêmero e da velocidade que tudo acontece, mas não quer ficar sozinho? Vale à pena se apaixonar? Vale à pena esperar encontrar alguém que vá te fazer feliz? São perguntas sem respostas exatas, e quando tudo termina, assim como o efeito do sol na pele, não temos escolha: os danos foram causados e pronto! Afinal, estamos neste mundo para evoluirmos. Seja com experiências rápidas ou relacionamentos prolongados. Estamos aqui para sofrermos e também sermos felizes!
Leonardo Cerutti
Se você acabou de terminar um relacionamento deste tipo (relâmpago é claro, mas existem sim os que se apaixonam muito rápido) é normal estar se sentindo confuso e perdido. Com certeza pensando que não gostaria de ter descoberto todos os sentimentos que esse amor de verão proporcionou. Mas pense bem: sua vida antes disso poderia estar sem cor, parada, e, porque não dizer chata! Sinta-se disposto a conhecer o novo e a experimentar novas sensações e porque não novos lugares, afinal, foi só um amor de verão. Virão muitos outros pela frente!
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