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TVConfira o review da segunda temporada de 'Homeland'Trama faturou a maioria dos prêmios que disputou na categoria de melhor sériePor Rodrigo Ramos Nos últimos 12 meses Homeland faturou a maioria dos prêmios que disputou nas categorias de melhor série e atriz dramática, ainda sobrando alguns prêmios como melhor ator também. O sucesso do programa é justificável. A primeira temporada é soberba. O drama é um thriller psicológico, que a cada fim de episódio deixa um gancho irresistível para o que vem a seguir, e sempre traz algo relevante para a trama durante seus capítulos. Além disso, as atuações eram um deleite a parte. Por causa destes itens, entre outros, Homeland tornou-se a série mais querida da América.
Showtime/divulgação
A segunda temporada veio carregada de mistério sobre qual seria o futuro da série com o agente Nicholas Brody (Damien Lewis) desistindo de explodir o vice-presidente dos Estados Unidos, outros membros da Casa Branca e si próprio. Além disso, Carrie (Claire Danes) também se recuperava de um tratamento de choque para melhorar seus ataques bipolares. No início do novo ano, Homeland procurou explorar Brody como senador e uma possível nomeação a próximo vice-presidente. Apesar de ter baixado a guarda por um momento, ele é novamente convocado para voltar a colocar o plano inicial em prática, que é de acertar os EUA no coração.
Showtime/divulgação
Enquanto isso, Carrie se recupera do tratamento em casa, mas acaba sendo chamada por Saul (Mindy Pattinson) para ajudá-lo a contatar uma fonte antiga dela no Afeganistão. Mesmo com a convocação, Carrie não está de volta como agente – ela apenas está fazendo um favor. Mas conhecendo a personagem, é fácil supor que ela não vai deixar a operação logo após de ajudar a CIA.
Showtime/divulgação
Nesta temporada, há problemas novos e antigos. Carrie precisa lidar com sua recuperação e sua tentativa de retornar como agente; Brody continua enganando a família e cada vez mais se sente pressionado a participar de um atentado que ele não quer. Quem ganha mais destaque é a filha de Brody, Dana (Morgan Saylor), tornando-se um dos focos do programa ao se relacionar com o filho do vice-presidente e eles atropelarem e matarem, mesmo que sem intenção, uma mulher na rua.
Showtime/divulgação
O começo de temporada mantém aquele clima que víamos na primeira. Nos primeiros episódios, temos consideravelmente bastante ação e um texto sublime. Os momentos em que Carrie e Brody se confrontam continuam fazendo parte do ápice da série. Não há como não vibrar e se encher de adrenalina quando ela o chama de terrorista na cara dura. Lewis e Danes possuem uma química diferenciada e que continua funcionando na tela, seja no romance proibido ou nos duelos entre eles.
Showtime/divulgação
O ritmo da série, contudo, diminui. Os 12 episódios parecem estender demais a temporada, que sofre um pouco para preenchê-los com conteúdo da forma que fez no primeiro ano. Prova disso é o alongamento da trama envolvendo a filha de Brody. Não que não seja relevante para o todo, mas se torna trivial demais perante os demais acontecimentos da série. Em certo momento, o drama da garota se torna quase o foco principal de certos episódios, o que não encaixa tão bem. A trama da temporada, em geral, é menos empolgante e promissora. Apesar disso, Homeland não deixa de surpreender. Nesta temporada, não é sempre que há reviravoltas. Mas quando elas acontecem, o espectador fica boquiaberto. A série continua craque em fazê-lo. Quando o espectador acha que já está tudo previsível e que não há possibilidade de a série se superar, os roteiristas trataram de ir na direção oposta e surpreendem, como é o caso do season finale, um dos melhores episódios deste segundo ano.
Showtime/divulgação
Mesmo com seus mistérios, histórias bem construídas e cartas na manga, os principais atrativos de Homeland são seus protagonistas. Claire Danes continua arrebatadora em mais uma performance carregada de emoções, prestes a explodir a qualquer momento, como se fosse uma bomba relógio ambulante. Não há como negar que ela continua sendo a melhor atriz na TV. Enquanto isso, Damian Lewis, apesar de não ter um momento claustrofóbico e paranoico como na primeira temporada, ainda assim mostra sua competência como um ator com uma pegada ambígua, sem nunca nos dar a certeza de que lado ele realmente está.
Showtime/divulgação
O principal pecado de Homeland, no fim das contas, é usar em demasia o romance entre os protagonistas. Fica claro que na próxima temporada a série não irá se apoiar no tema, mesmo que ele seja impossível de ficar de lado por completo. Mas mesmo focando-se demais na relação fogosa e improvável entre Carrie e Brody, ainda assim a série escapa de cair no local comum e das escolhas fáceis, o que é de se admirar quando a linha entre o romantismo e a pieguice é tão tênue.
Showtime/divulgação
Homeland mantém-se tensa, criativa e com críticas às questões políticas dos Estados Unidos. No geral, a série mantém seu status de um dos melhores programas da televisão. Talvez não seja mais o melhor (quase impossível bater a quinta temporada de Breaking Bad), mas continua mostrando que pode surpreender o espectador e segurar firme a sua qualidade muito acima da média.
Homeland: The Second Season
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